História do Lagomar
A História dos Veteranos
O Inicio.
Na década de 80 era de costume, tradição as equipes de futebol de uma cidade jogar amistosos em outras localidades. Chamava-se naquela época de “EXCURSÃO”. Neste tempo as “DELEGAÇÕES” eram formada por Três Equipes .
- Os Veteranos;
- O Segundo Quadro;
- O Primeiro Quadro.
Uma maneira de acertar, confirmar os jogos para que uma Equipe não “desse para trás” era de deixar acertado uma jóia. Como assim?? Como fazer???.
Os dirigentes (os donos das equipes), em contato com os outros representante de equipes deixavam “casado” um determinado valor em dinheiro e faziam o acerto para o dia da disputa. Na data estipulada as equipes através de carta, telefone convencional, pois não havia celular entravam em contato confirmando a “viagem” a “excursão”. Em caso de desistência a equipe que não cumprisse o acordo perdia o direito a devolução ou seja perdia a “jóia”.
Na comunidade era muita alegria o pessoal ficava ansioso, antes da data. No dia marcado acordava-se cedo. Como as viagens não eram tão freqüentes os mais jovens, eram os mais contentes, os mais faceiros, por ter uma oportunidade de conhecer novos campos, novas comunidades, outras cidades era só alegria. A expectativa contagiava todos.
Os Jogos
Naqueles tempos os jogos dos VETERANOS, eram disputados nas manhãs de domingos. Levando alegria e amizade partia o ônibus, abordo seguiam as companheiras, as namoradas, as esposas, os filhos dos “jogadores”. As mulheres dos casados já participavam, levam consigo a gurizada, os filhos, o pessoal costumava levar até a sogra junto, era tio, era tia, todo mundo gostava de entrar no ônibus e passear, era uma boa oportunidade de sair, de conhecer novos lugares, outros amigos. Muitas vezes a outra cidade, o lugar para onde partia a excursão nem era tão bonita assim e o que se encontrava lá apenas um lugarejo pequeno, um campinho regular, mas o mais importante, muita amizade e novos amigos.
O Veterano.
Veterano, jogava de manhã lá pelas 10h/11h, antes do almoço, com jogadores que já estavam com a idade mais avançada, já mais velhos, atletas que já não queriam mais disputar campeonatos. Os ex-jogadores da equipe e alguns convidados que faziam parte da delegação.
Os jogos não tinham muita rivalidade, porque os jogos de VETERANOS sempre primavam pela amizade, pelo amistoso jeito de receber os amigos em outras localidades. A disputa da bola não era tão acirrada, as eram menos violenta que nos dias de hoje, a “partida”, as disputas transcorria numa boa disputa pela bola, pelo futebol. As torcida se postavam ao redor dom campo torcendo para seus "“velhos" atletas, gritando, incentivando-os e comemorando os golsinhos assim que acontecia.
Após o jogo lá pelo meio dia aquele churra, salada, ceva prós velhos, prós adultos, para a gurizada, kisuco, refri, tinha até limonada, bom com limãozinho nós também fazíamos aquela caipira. Era espremer e fazer a mistura e bom... todo mundo sabe.
Quando a viagem era muito longe, tínhamos que sair de noite para chegar cedo na cidade a equipe local oferecida um café da manhã para recepcionar os visitantes. Certa feita a Equipe do BANDEIRANTES de Capão da Canoa foi a Santa Maria, jogar no bairro Camobí contra a equipe local, saímos de Capão a meia-noite de sábado, chegamos a cidade as 6h da manhã, onde fomos recebido com um café da manhã, demos uma volta na cidade de Santa Maria e às 10h a peleja dos Veteranos.
Os jogos dos Veteranos decorria, sempre enxertado por alguns guris do segundo quando, alguns reservas do primeiro, mais aqueles velhos jogadores.
Depois almoço, pouco descanso e logo a Segunda Peleja.
O Segundo Quadro.
A preliminar do Jogo Principal chamava-se naquela época o jogo do Segundo Quadro, ou do Segundinho.
O Segundo Quadro jogava depois da uma da tarde, uma e meia, a gurizada ficava ansiosa para começar logo o jogo. Nem se importava muito com a tal digestão. Após o almoço, o negócio, era rolar um bolinha, tinha nego dando garfada ainda enquanto outros já estavam fardados apenas com calção e meia/chuteira batendo bola dentro do “gramado”. O gurizada apressada. O Técnico era o cara que distribuía as camisetas, geralmente um Sr. De mais idade, muito respeito na sua comunidade, o qual o pessoal ouvia atento suas recomendações. Alguns ficavam ansioso esperando a confirmação se iria ou não sair jogando, tinha aqueles que ficavam chateados pois ficar no banco do Banco do Segundinho, não é nada agradável, mas paciência, a sua hora, sua vez vai chegar.
No jogo do Segundinho via-se os mais jovem, pouco compromisso e por isso o que se via dentro de campo era muita correria, muita vontade e alguns jovens talentos, muitos destes jogadores que hoje jogam nos Veterano, passaram por essas experiência e quanto histórias e estórias referente a estas viagens tem hoje em sua memória em suas lembranças. Eram nestas partidas que os olheiros os mais velhos, os mais entendidos do futebol, faziam suas previsões quando ao enxergavam um guri se destacando dentre os outros, comentavam.
Aquele ali vai dar bom jogador, joga com a cabeça erguida, o pai dele jogava muito, tem tudo para ser um bom jogador. É de família. Como se ouvia a expressão “tem que jogar com a cabeça erguida”.
Tínhamos um bom jogo do Segundinho, com muitos gols, não se via muita orientação tática, muita organização, mas vontade não faltava e a torcida acompanhava de perto os guris pois eram o futuro das equipes.
O Jogo Principal.
O Primeiro Quadro, eram os cobras, os mais velhos a disputa eram mais bonita, mais pegada, já a responsabilidades eram maiores, a cobrança era grande, não podia errar, a torcida cobravam muito. O Jogo eram bem disputados, algumas vezes as jogadas eram um tanto ríspidas, mas já fazia parte do futebol um pouco de catimba, malandragem para se obter um resultado favorável.
Os Atletas, quer dizer Os Jogadores.
O GOLEIRO, um cara alto firme sem medo, corajoso, nas bolas lançadas dentro da área tinha que decidir, não podia ser alguém indeciso. As vezes ficava, trovando as gurias encostado na goleira. Como tinha goleiro “Balaqueiro” aquele sujeito que pensava que era o maior astro do time, só porque jogava com a camiseta diferente dos demais.
Os LATERAIS, saber marcar, não dar espaço para os ponteiros, ficar colado no ponta para que este não cruzasse nenhuma bola na área. - Cola nele, não desgruda do cara, gritava a torcida. Quando possível um apoiozinho mas muito rápido, pois o técnico já tava de olho.
Os ZAGUEIROS tinham que saber cabecear, pular, chutar forte e na hora do aperto aquele chutão pró mato. Acho que foi os zagueiros que deram inspirações para a famosa frase. - Chutão pró mato que o jogo é de campeonato. Mas que campeonato, era só amistoso. Não importa, era mandar prá longe depois nós vamos ver no que deu. O correto era espantar o perigo.
O CENTRO MÉDIO, este era o cara mais paparicado do técnico, jogava bonito, tinha que saber sair jogando, jogava com a n.º. 5, desarmava, tinha boa colocação, bom passe, mas também dava uma bota quando precisava, “MEU DEUS”, e geralmente usava a braçadeira de capitão, era o homem de confiança do técnico. Quase todo os metidos a jogar bonito gostavam de jogar como Centro Médio e tinha que ser com a 5 e Capitão, muitas vezes encontrava-se um n° 5 durão, sem técnica dando pau até na sombra, eram os primeiros a arrumar confusão e os primeiros a serem expulsos do gramado.
Depois vinham os MEIAS, o n.º 8 e o n.º. 10, eles eram o tal de MEIO CAMPO, corriam para lá , corriam para cá, eram os caras que movimentavam os jogos no meio, tinha que ter talento, velocidade, e muita disposição, pois quando jogam mal, sempre tinha alguém a comentar, “Perdemos o Meio de Campo”. Isso é assim até hoje nos Veteranos, quando a coisa não tá muito boa sempre tem alguém reclamando “É o Meio” “Troca o Meio” “Arruma esse Meio” . Coitados sempre eles. Bom mas é certo no meio é lugar para quem tem um pouquinho ou muito a mais para mostrar e dar para o time. No meio tem que jogar os Bons, os melhores, Os que tem mais Talentos, Criatividade e Muita Correria, em resumo os “Cobras”. Lógico as vezes não encontra-se, então... – Bota aquele ali, não tem outro....
O 7 era PONTEIRO DIREITO, sua função era de ir a linha de fundo e cruzar, para dentro da área, a espera que algum companheiro botar a bola pró fundo do Gol. O técnico na preleção só tinha um pedido “Vai na Linha de Fundo e Bota na Área”. E quando errava a jogada tinha alguém gritando “Bota na Área, Bota na Área”.
O n.º 9, era o CENTRO AVANTE, o cara mais paparicado pela torcida, o que as menininhas, olhavam com mais carinho, pois dele vinha a responsabilidade de fazer os gols, dar alegria aos torcedores, fazer a felicidade da torcida. Geralmente era o cobrador de penaltes.
Era o cara que melhor se dava com as gurias, pois era fazer um gol e correr para o abraço. Quando não recebia a bola aproveitava para dar uma paquerada nas gurias a beira do campo. Tava sempre na trova com o goleiro adversário, ora levando bronca, ora intimidando, nem sempre levava a vantagem. Assim como o goleiro era “Balaqueiro” e convencido. “Tu viu aquele golaço que eu fiz”. Tem era tão bonito assim mas... ....
E por fim o n.º. 11 o Ponteiro Esquerdo, sempre uma miudinho, canhotinho, perninha esquerda, pequenino que corria pelo lado campo ia a linha de fundo. Cruzava, ajudava na marcação era incansável, acho que foi o primeiro jogador a começar a receber instruções tática, com se comportar dentro de campo, era o cara que recebia as instruções do Professor (Técnico) a Beira do Campo. Não sei porque as vezes era o primeiro a ser substituído.
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O VETERANO do LAGOMAR ...começou assim.
Com os amigos, os jogadores mais velhos, se organizado e disputando algumas partidas entre amigos. Contra adversários da própria região em Capão da Canoa, algumas partidas disputadas nos municípios vizinhos e Santa Catarina. Naquele época não se tinha a mesma situação que se tem nos dias de hoje, esta responsabilidade. Não que não eram responsável pelo contrário, no inicio não tinha muitas equipes e a dificuldade era de marcar os jogos, também não havia tantos campos a disposição. Hoje em dia todas as equipes tem sua agenda anual marcada com um ano de antecedência. Os jogos são acertados no ano anterior.
Formado no ano de 1987, o veterano do LAGOMAR, teve vários atletas. Abaixo teremos a geração que iniciou o LAGOMAR, e as demais.
Primeira Geração.
Matana, Paulo Carrapicho, Valdeci, Jura, Dé, Otávio, Pequeno, Neco Freitas, Marzo, Osvaldo, Doca. Um timaço.
Segunda Geração.
Larry, Amilton, Canhotinho, Otávio Teixeira, Zé Pampa, Neco, Zinho, Zecão, Negão Adilson, Chapecó, Manequinha, Artur Pereira, Ney. Já começavam as responsabilidades.
Terceira Geração.
Mano do Guará. Casagrande, Tochinha, Mulato, Jairo, Careca, Serginho Despachante, Nito, Macéga, Fábio, Fernando, Titico. Um Belo Grupo.
Quarta Geração.
Bordogue, Adilson, Mattivi, Fidelis, Daico, Zico, Cazuza, Deguel. Esse time é mais forte fora de Campo principalmente numa “Copa” na “Ceva”.
Quinta Geração.
Jair, Roni, Eraldo, Soro, Alemão, Altemar, Farinha, Francisco, Paulo André, Jaques, Nem, Maciel. Os novos valores, o futuro do LAGOMAR.
Logo Falaremos da sexta geração: Esta do ano de 2012.